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Sexualização, nudez, jogos, golpes: o que Instagram, TikTok e Roblox removeram depois do ECA Digital
Os primeiros relatórios de transparência apresentados por grandes plataformas após a entrada em vigor do ECA Digital começam a revelar como empresas de tecnologia estão identificando e removendo conteúdos e contas associados a riscos para crianças e adolescentes no Brasil.
Os documentos, referentes ao primeiro semestre de 2026, mostram números expressivos. O TikTok informou a remoção de 7,96 milhões de vídeos no país. No Instagram, a Meta registrou a retirada de mais de 1,8 milhão de contas, enquanto o Roblox aplicou 1,25 milhão de medidas contra usuários brasileiros. Entre os motivos estão sexualização, exploração e abuso sexual infantil, nudez, assédio, golpes, compartilhamento de informações pessoais e desafios perigosos.
Os relatórios são uma das obrigações de transparência estabelecidas pelo ECA Digital para plataformas com mais de 1 milhão de usuários menores de 18 anos no Brasil. A legislação determina a divulgação periódica de informações sobre denúncias, moderação de conteúdos, identificação de contas de crianças e adolescentes, proteção de dados e avaliação de riscos.
Para Rafael Zanatta, diretor executivo da Data Privacy Brasil e participante da elaboração do ECA Digital, a divulgação desses dados representa uma mudança importante na relação entre plataformas e sociedade. Em entrevista ao Estadão, ele chamou de “escandaloso” o primeiro relatório apresentado pelo Google, que tinha apenas duas páginas e informava que parte das métricas ainda estava em validação.
“A impressão que dá é que não querem criar uma precedência regulatória que pode influenciar outros países a exigir o mesmo”.
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