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Em acordo inédito, Meta aceita pagar até US$ 17 bi por redes sociais viciantes e limita uso para jovens

 Em acordo inédito, Meta aceita pagar até US$ 17 bi por redes sociais viciantes e limita uso para jovens

O diretor executivo da Data Privacy Brasil, Rafael Zanatta, comentou à Folha de S.Paulo o acordo fechado nesta quarta-feira (26) entre a Meta e 48 estados e quatro territórios dos Estados Unidos, que prevê o pagamento de até US$ 17,1 bilhões (R$ 88 bilhões) em multas e mudanças nas plataformas da empresa para proteger crianças e adolescentes.

Segundo a reportagem, assinada por Pedro S. Teixeira, o acordo encerra uma ação movida por 29 procuradores-gerais estaduais dos EUA, que acusavam a Meta de violar a legislação federal de privacidade infantil e leis estaduais de proteção ao consumidor por manter jovens em plataformas com design viciante. No termo de compromisso, a Meta não assume culpa.

Para Zanatta, o valor pago está entre os mais altos já aplicados a uma empresa de tecnologia, mas representa menos de 10% do pedido original de indenização, de US$ 200 bilhões. Ele avalia que a companhia também se beneficiou ao evitar a formação de um precedente judicial sobre o tema. “A empresa sistematicamente impede ações coletivas de terem sentença nos EUA”, afirma.

“Apesar de ser uma vitória para famílias nos EUA em razão das obrigações assumidas pela Meta, é também uma vitória para a empresa considerando que o valor do acordo representa menos de 10% do pedido original e que não há um precedente forte sobre responsabilidade civil, negligência corporativa e designs ilícitos”, disse Zanatta.

A entrevista completa está disponível no site da Folha de S.Paulo: https://www1.folha.uol.com.br/tec/2026/08/meta-chega-a-acordo-e-aceita-pagar-ate-us-171-bi-para-estados-dos-eua-por-redes-sociais-viciantes.shtml