Relatório | Clima, uso da terra e fluxo de dados: conciliando direitos individuais e coletivos | Assimetrias e Poder

Policy Paper | Inteligência Artificial e Sustentabilidade

 Policy Paper | Inteligência Artificial e Sustentabilidade

O policy paper “Inteligência Artificial e Sustentabilidade” discute o potencial da IA como ferramenta para enfrentar desafios ambientais no Brasil, como desmatamento, mudanças climáticas e gestão de recursos naturais. A tecnologia pode auxiliar na geração e análise de dados em grande escala, otimizando processos e apoiando decisões mais sustentáveis em governos, empresas e comunidades.

Por outro lado, o documento chama atenção para os impactos negativos da infraestrutura necessária à IA: elevado consumo de energia e água, uso intensivo de minerais raros, produção de lixo eletrônico e aumento de emissões de gases de efeito estufa. O paradoxo de usar a IA para promover sustentabilidade enquanto sua própria base tecnológica gera novos riscos ambientais é central para o debate.

O estudo também analisa o papel do Brasil no cenário global. Embora o país disponha de matriz energética majoritariamente renovável e de incentivos para expansão de data centers, ainda há fragilidades regulatórias e riscos de perpetuação de práticas de exploração predatória. Questões como greenwashing, falta de transparência das Big Techs e impactos socioambientais em territórios vulneráveis aparecem como desafios urgentes a serem enfrentados.

Ao final, o documento defende que a IA para a sustentabilidade só será legítima se guiada por princípios de transparência, proteção de dados, participação social e prestação de contas. A regulação ambiental e tecnológica é apresentada como indispensável para garantir que o avanço da IA esteja alinhado ao interesse público e aos direitos fundamentais.

Acesse o policy paper completo para conhecer a análise detalhada e as recomendações propostas.