Olá!

No Tabuleiro de hoje:

  • Brasil e União Europeia reconhecem adequação mútua em matéria de proteção de dados pessoais
  • Ação coletiva com participação de brasileiros acusa WhatsApp de acessar conversas criptografadas
  • ‘Auxílio IA’: Tribunais aprovam normas para o reembolso para magistrados por assinatura de ferramentas de Inteligência Artificial
  • E muito mais!

Todo ano eleitoral traz disputas por atenção e votos. Mas existe uma disputa menos visível e decisiva. Ela envolve as regras que definem o que pode e o que não pode, como fiscalizar abusos e como garantir confiança no processo. Quando essas regras são feitas sem escuta, a democracia perde transparência e aumenta o risco de insegurança e conflito.

A participação pública na elaboração das normas eleitorais importa muito. Ela reforça a legitimidade, melhora a qualidade do debate e reduz a distância entre o que está no papel e o que acontece na prática.

Nesse contexto, o Tribunal Superior Eleitoral concedeu prazo para receber sugestões às minutas para o aperfeiçoamento da Resolução n° 23.610/2019 que vão orientar as Eleições Gerais de 2026. As contribuições puderam ser enviadas até o dia 30 de janeiro. A Data Privacy Brasil enviou contribuições para atualizar a regulação da propaganda no ambiente digital, com foco em impulsionamento, transparência e salvaguardas para reduzir abusos, incluindo rotulagem e critérios mais objetivos de fiscalização.

Além do envio por escrito, o TSE também convocou audiências públicas para discutir as minutas de forma mais direta. As audiências ocorrerão entre 3 e 5 de fevereiro em formato híbrido, com participação presencial e por videoconferência, e com transmissão no YouTube da Justiça Eleitoral e na TV Justiça. A programação é dividida por blocos temáticos (pesquisas e sistemas; registro, FEFC e contas; propaganda e ilícitos), o que facilita acompanhar e cobrar coerência nas regras.

Acompanhar as audiências é fundamental para tornar a construção normativa mais transparente, plural e capaz de responder aos desafios do processo eleitoral.

Observatório IA nas Eleições, iniciativa da Data Privacy Brasil e do Aláfia Lab, registra usos de IA generativa com potencial de interferir no debate público. Vale ler nossa análise “2026 é logo ali: o que esperar da Inteligência Artificial nas eleições do próximo ano”, que apresenta um panorama dos riscos, das dinâmicas de circulação de conteúdo sintético e do que observar desde já no ciclo pré-eleitoral.

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