A Data Privacy Global Conference (DPGC) completa cinco anos e tem nova edição confirmada para os dias 7 e 8 de dezembro de 2026, no campus Álvaro Alvim da ESPM, em São Paulo. Organizada pela Data Privacy Brasil desde 2022, a conferência é hoje um dos principais espaços do Sul Global para debater governança de dados, regulação de tecnologias e seus impactos sobre direitos fundamentais. O lote 1 de inscrições está aberto.

A DPGC nasce em 2022 já com caráter internacional. A primeira edição reúne participantes de diversos países e conta com a presença de Waldemar Gonçalves e Miriam Wimmer, então diretores da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que se estruturava naquele momento. Também participam Ana Brian Nougrère, relatora de Privacidade da Organização das Nações Unidas (ONU), e Tommaso Valletti, professor do Imperial College London. Desde então, a conferência se firma como um ambiente multissetorial, que conecta setor público, setor privado, academia e sociedade civil.

Em 2023, a regulação de inteligência artificial se consolida como eixo central do debate na DPGC, antes de o tema dominar a agenda pública brasileira. A edição recebe Anita Allen, professora da University of Pennsylvania, em sua primeira passagem pelo país. Em entrevista à Folha de S.Paulo durante o evento, Allen chama atenção para os erros de sistemas de reconhecimento facial e seus efeitos sobre pessoas negras.

Em 2024, no contexto da presidência brasileira do G20, a DPGC registrou mais de 400 participantes presenciais. A edição recebe Nicolas Robinson Andrade, então responsável por políticas públicas da OpenAI para a América Latina, Edilene Lôbo, ministra substituta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e Diego Canabarro, Head de Políticas de Privacidade da Meta no Brasil.

Em 2025, o formato do evento se transforma: painéis pela manhã e workshops simultâneos à tarde ampliam as possibilidades de participação. O Estatuto da Criança e do Adolescente no Ambiente Digital (ECA Digital) ganha protagonismo na programação, com uma palestra principal conjunta de Iagê Miola e Lorena Coutinho, diretores da ANPD — que, entre uma edição e outra, deixa de ser Autoridade e passa a operar como Agência Nacional de Proteção de Dados, com estrutura e responsabilidades ampliadas. 

Ao longo de suas cinco edições, a DPGC reúne mais de 1.100 participantes presenciais e online, mais de 300 painelistas nacionais e internacionais e mais de 200 organizações representadas, entre governos, autoridades regulatórias, academia, setor privado e sociedade civil. A conferência soma ainda 90 patrocinadores e parceiros ao longo de sua trajetória.

A programação da DPGC acompanha os temas que emergem e se desenvolvem no campo de dados e tecnologia: regulação e governança de inteligência artificial, infraestruturas públicas digitais, proteção de dados de crianças e adolescentes, integridade informacional, cibersegurança, enforcement regulatório e soberania digital. Esses temas estruturam a Teoria de Mudança da Data, organizada em torno do conceito de ecossistema informacional justo.

A edição de 2026 acontece em um momento de efervescência regulatória no Brasil, marcado pelos novos decretos do Marco Civil da Internet, pela implementação do ECA Digital e pelo fortalecimento da ANPD. Quando a Data Privacy Brasil nasce, em 2018, a LGPD ainda é projeto de lei. Em 2026, a proteção de dados pessoais já é parte consolidada da cultura regulatória brasileira. A trajetória da DPGC acompanha esse amadurecimento: de fórum emergente a espaço que reúne reguladores, mercado, academia e sociedade civil para qualificar essas disputas.

A DPGC 2026 acontece nos dias 7 e 8 de dezembro, no campus Álvaro Alvim da ESPM, em São Paulo. 

O lote 1 de inscrições está aberto, com quantidade limitada. A programação segue em atualização constante no site oficial do evento: dpgconference.com.br.

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