A Data Privacy Brasil reorganiza sua estrutura de governança em 2026 e consolida a integração desenhada em 2023. A partir de julho de 2026, as atividades de ensino, pesquisa e incidência passam a operar integralmente em uma entidade civil sem fins lucrativos. Nos últimos 8 anos, a Data Privacy Brasil formou diretamente mais 6 mil pessoas e criou projetos como o Clube Data, a Data Privacy Global Conference e a Escola de Governança de Dados que impactaram mais de 3 mil pessoas.

A consolidação da governança é um movimento apoiado por apoios institucionais de filantropias como a Fundação Ford e a Luminate. Com as mudanças, a Data Privacy Brasil consolida sua missão de produzir conhecimento e formar pessoas para um ecossistema informacional justo.

A expansão da Assembleia institui o Conselho de Associados, instância deliberativa acima da Diretoria Executiva, responsável por aprovar o plano de trabalho executivo e supervisionar a diretoria. Graciela Selaimen (fundadora e diretora executiva do Instituto Toriba) e Rodolfo Avelino (professor do Insper) deixam o Conselho Consultivo e passam a integrar o Conselho de Associados, juntamente com Bruno Bioni – que o presidirá – e Mariana Rielli, que encerraram em junho seus mandatos como codiretores executivos.

Rafael Zanatta assume o terceiro mandato como diretor executivo da Data Privacy Brasil. A organização prevê a contratação de uma codiretoria no segundo semestre de 2026 para manter o caráter colegiado da diretoria, formato adotado desde 2020 e considerado virtuoso.

O Conselho Consultivo também se renova para o ciclo 2026-2028. Luiz Paulo Pinho (confudador do Jusbrasil) e Silvana Bahia (codiretora executiva do Olabi)  ingressam na instância, passando a compor este órgão juntamente com Fernanda Bruno (coordenadora do MediaLab.UFRJ) e Paula Miraglia (Fundadora e CEO da Momentum Journalism & Tech).

 Silvana Bahia:

“Receber o convite para integrar o Conselho Consultivo da Data Privacy Brasil é uma oportunidade de contribuir para um debate que considero cada vez mais estratégico para o presente e o futuro da nossa sociedade. Em um contexto em que dados e inteligência artificial moldam decisões, oportunidades e direitos, acredito que discutir privacidade e proteção de dados exige um olhar que também considere equidade e justiça social. Espero poder somar a partir da minha trajetória na democratização da tecnologia e da inclusão digital, fortalecendo um diálogo plural e comprometido com a construção de um ecossistema digital que coloque as pessoas no centro.”

 Luiz Paulo Pinho:

“É um orgulho enorme me juntar ao Conselho Consultivo da Data Privacy Brasil. Com todas as transformações que vivemos na tecnologia e no Direito, precisamos de espaços de excelência para debater governança e privacidade. Fazer parte dessa referência nacional é um grande privilégio.” 

A Data também cria duas gerências que respondem à Diretoria Executiva. Pedro Martins, que coordenou a frente de educação da Data por quatro anos, assumiu a Gerência Institucional e Marina Gabriela assumiu a Gerência de Operações. As duas áreas oferecem suporte estratégico à diretoria nos planos de integração e consolidação da organização, à luz da teoria da mudança e do planejamento estratégico da Data.

“Estamos em um momento de muita maturidade e a expansão da Assembleia de Associados, junto ao novo Conselho Consultivo, reflete este desenvolvimento institucional. Em oito anos, conquistamos uma reputação nacional e internacional como entidade independente que produz pesquisas de ponta, forma pessoas e incide na esfera pública. É nossa missão continuar este trabalho que conecta o local e o global, explorando temas de fronteira como regras para mercados digitais, nossos direitos diante de sistemas de inteligência artificial e designs abusivos e manipulativos em plataformas. Tudo isso conecta-se com nossas conquistas no campo da proteção de dados pessoais”, afirma Rafael Zanatta, diretor executivo da Data Privacy Brasil.

 

“A Data está no seu melhor momento. Nos últimos anos, nós estamos nos reinventando continuamente com destaque para a teoria da mudança com base conceito de ecossistema informacional justo, na renovação e ampliação do portfólio de cursos e projetos de pesquisas. Tudo isso a partir de uma geografia que combina local-global, como na nossa atuação no G20 e na Aliança do Sul Global. Um movimento casado e bem cadenciado de reconfiguração do quadro de lideranças – dou ênfase no plural, – junto com o reforço das instâncias de governança. Abre-se um novo capítulo, de ainda maior maturidade institucional. Extremamente energizado para contribuir a partir de um novo papel”. Bruno Bioni, fundador e presidente do Conselho de Associados da Data Privacy Brasil.

 

‘’Essas mudanças são resultado de um processo longo e muito bem cuidado ao longo de pelo menos três anos, período em que também estive como co-diretora executiva da Data, uma organização que se renova e se repensa constantemente. Ao longo deste período, tivemos um salto significativo de maturidade institucional e a construção de uma maior resiliência e sustentabilidade e agora é o momento de aterrissar e nutrir o solo que foi planejado ao longo de todo este tempo. Fico muito feliz de continuar a dar apoio estratégico à diretoria executiva da Data, na figura de Rafael Zanatta, e fazê-lo ao lado do enorme parceiro Bruno Bioni e dos novos conselheiros Graciela Selaimen e Rodolfo Avelino.” Mariana Rielli, ex-diretora e membra do Conselho de Associados da Data Privacy Brasil. 

Veja também

Veja Também