Da ONU ao Brasil: perspectivas para a governança de dados no cenário local-global
Em 2024, a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou um documento como uma espécie de guia para a governança digital e as prioridades da comunidade internacional nesse âmbito. O chamado Pacto Global Digital elencou cinco grandes objetivos, dentre eles, um focado em governança de dados, solicitou à Comissão de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento (CSTD) a criação de um grupo de trabalho (GT) específico para debater a governança de dados para o desenvolvimento.
Em 2024, a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou um documento como uma espécie de guia para a governança digital e as prioridades da comunidade internacional nesse âmbito. O chamado Pacto Global Digital elencou cinco grandes objetivos, dentre eles, um focado em governança de dados, solicitou à Comissão de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento (CSTD) a criação de um grupo de trabalho (GT) específico para debater a governança de dados para o desenvolvimento.
A Data Privacy Brasil atuou, ao longo de 2026, como observador do grupo e traz neste texto algumas reflexões sobre os resultados desse debate no âmbito da CSTD, mas também em diálogo com uma economia política dos dados e com o cenário brasileiro da agenda digital.
O Grupo de Trabalho do CSTD está finalizando, nestes últimos meses do ano, seu primeiro relatório. Nele há princípios fundamentais, como direitos humanos e participação multissetorial; considerações sobre os benefícios do compartilhamento de dados, como valores econômicos e sociais; propostas para apoiar interoperabilidade entre sistemas nacionais, regionais e internacionais, incluindo padronização técnica e compatibilidades legais e institucionais; e questões acerca do fluxo transnacional de dados relevantes para o desenvolvimento.
Apesar da divisão organizacional do GT, muitos membros enfatizaram ao longo do processo o quanto os tópicos são transversais. Além disso, ainda que vários países-membros buscassem constantemente se ater ao escopo do GT e não falar sobre o tema da Inteligência Artificial, o consenso final tem sido o de que a governança de dados é fundacional para a inteligência artificial, como a Data Privacy Brasil já colocou anteriormente no âmbito do G20. Afinal, esses sistemas precisam definir como os dados são coletados, armazenados, compartilhados e utilizados no seu respectivo desenvolvimento e funcionamento.
Outros pontos importantes trazidos pelo GT são: o uso de dados deve gerar benefícios concretos sem comprometer direitos; as regras precisam considerar os diferentes contextos nacionais, sem impor um modelo único; é fundamental ampliar capacidades, infraestrutura, conhecimento e acesso à tecnologia, especialmente nos países em desenvolvimento; e a autonomia de cada país pode coexistir com a cooperação internacional. Este último ponto merece atenção especial, pois falar em “soberania de dados” tem sido uma das reivindicações da sociedade civil global, inclusive em coalizões nas quais a Data faz parte, como a Global South Alliance e o Global Digital Justice Forum. Porém, ainda há o que avançar e o próprio relatório preliminar reconhece isso: direitos coletivos sobre os dados, a linguagem de “data commons” e a governança em específico de dados não-pessoais permanecem como objetivos a serem alcançados.
No nível internacional, há demanda por resoluções e negociações que se traduzam em compromissos como tributações e resultados auditáveis, na contramão dos impactos que a economia digital vem sofrendo com avanços da IA. O conceito de Common But Differentiated Responsibilities (CBDR), princípio do regime de mudanças climáticas, pode ser um ponto de partida para operacionalizar a ideia de justiça de dados. Esse conceito reconhece as desigualdades históricas e as diferentes capacidades dos países, portanto, não se aplicando apenas ao âmbito ambiental. No âmbito digital, conforme já apontado por coalizões da sociedade civil, o conceito pode orientar compromissos internacionais que promovam uma distribuição mais justa dos benefícios da economia digital e fortaleçam as capacidades de IA no Sul Global.
Outro destaque deste trabalho é a relevância dada ao modelo multissetorial, onde não apenas Estados participam das discussões e decisões, mas fazem parcerias e cooperam com a sociedade civil, o setor privado, a academia e a comunidade técnica. A própria composição do GT deriva desse tipo de esforço, consolidado na governança da Internet: são 27 Estados-membros, somados a outros 27 stakeholders de diferentes setores, além dos observadores.
No nível nacional, o Brasil já possui iniciativas voltadas para a governança de dados, desde o nível regulatório, até a estratégia de soberania e aplicações por meio de infraestruturas públicas digitais (IPDs). São exemplos a Infraestrutura Nacional de Dados, a Nuvem Brasileira, e o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial. Tais iniciativas são construídas a partir de um arcabouço regulatório já existente, e que vem sendo fortalecido no nível de implementação, a exemplo do Marco Civil da Internet, da Lei Geral de Proteção de Dados, e mais recentemente, do ECA Digital. Todos esses processos tiveram forte participação e diálogo multissetorial, tornando o Brasil referência internacional em políticas digitais. Não é coincidência que o Embaixador Guilherme Patriota assumiu a posição de chair do GT no CSTD.
Desde as bases para uma Internet segura e com papéis e responsabilidades, estabelecidas em 2014 pelo Marco Civil, passando pela proteção dos dados pessoais em 2018 com a LGPD, e avançando para uma regulação de plataformas, a partir da proteção de crianças e adolescentes, com o ECA Digital em 2025, hoje o país busca aprofundar a política digital nacional olhando para infraestruturas e revendo o próprio papel do Estado no mundo digital. A entrega de serviços públicos seguros e eficientes, a distribuição dos benefícios dos dados, os papéis, responsabilidades, a soberania nacional, são objetivos e demandas que a governança de dados apresenta e que, ao mesmo tempo, dialogam com dimensões técnicas, regulatórias e institucionais nos níveis nacional e internacional.
O relatório preliminar do CSTD traz um anexo que lista exemplos de iniciativas relacionadas à governança de dados em andamento de diferentes países, assim como de organizações internacionais, espaços regionais e setoriais. A Data contribuiu para esse levantamento, destacando o PIX brasileiro e leis como a LGPD e a Lei de Acesso à Informação (LAI), que possuem papel fundamental para um ecossistema informacional justo. Além destes, o PBIA é um documento relevante na medida em que busca investir nas capacidades nacionais, a fim de converter infraestrutura e dados em desenvolvimento. Para a cooperação internacional, o relatório entende autonomia nacional e cooperação como objetivos compatíveis, o que dialoga diretamente com o pragmatismo da política externa brasileira.
Assim, o Brasil se mostra bem preparado para, a partir do arcabouço já estabelecido em diferentes dimensões, avançar na economia digital de modo que haja distribuição de benefícios e redução de assimetrias. Dentre os próximos desafios, temos a aprovação do marco regulatório para a inteligência artificial (PL 2338), a implementação do ECA Digital e dos Decretos do Marco Civil da Internet de 2026, junto ao fortalecimento da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), e as novidades no âmbito eleitoral, tendo em vista os desafios postos ao Tribunal Superior Eleitoral em 2026 com as plataformas digitais.
Há também um grande desafio institucional, Agências como ANPD e CADE; secretarias de ministérios como os da Gestão e Inovação em e Serviços Públicos (MGI), da Fazenda, da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), das Relações Exteriores (MRE), do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), da Justiça e Segurança Pública (MJSP); além de BNDES, CGU e TCU, todos possuem papéis nesse complexo ecossistema da governança de dados e da crescente autonomia nacional. No nível internacional, este desafio também existe, já que diferentes agências da ONU e outros espaços multilaterais como G7, G20 e OCDE debatem iniciativas para governança de dados, de IA, e o papel dos atores, especialmente do grande setor privado, nesse ecossistema.
Em dezembro de 2026, a Data Privacy Brasil discutirá esses e outros assuntos da esfera digital em profundidade na Data Privacy Global Conference. O evento acontece em São Paulo, nos dias 7 e 8 de dezembro. No primeiro dia, a manhã conta com um painel específico sobre governança de dados, trazendo representantes do setor privado, da sociedade civil, da academia e de diferentes órgãos do governo brasileiro. Ainda nesse dia, haverá debate sobre ECA Digital, oficinas sobre soberania digital, transparência e proteção de dados. No segundo dia, os painéis da manhã abordam os temas de mercados digitais e aplicações setoriais da inteligência artificial, enquanto a tarde traz oficinas sobre governança global de IA, golpes digitais, eleições e sustentabilidade do ecossistema de informação, entre outras. Os aprendizados serão levados para os trabalhos da Data Privacy Brasil ao longo de 2027, desde o nível nacional até o internacional, mantendo o diálogo multissetorial como princípio essencial para construirmos um ecossistema informacional justo.
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Tabuleiro #141 | A construção das regras das Eleições Gerais de 2026
No Tabuleiro realizamos uma curadoria semanal com o que há de mais atual e relevante no campo da proteção de dados. Confira a edição desta semana!
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Dia Internacional da Proteção de Dados: uma data cada vez mais relevante
Neste Dia Internacional da Proteção de Dados, traçamos um panorama sobre sua origem, a evolução do conceito de privacidade, as diferentes abordagens regulatórias ao redor do mundo e o novo marco da adequação entre Brasil e União Europeia.
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O que esperar de 2026 na agenda de direitos digitais?
A Data Privacy Global Conference encerrou 2025 com algumas mensagens importantes para o campo da governança de dados e tecnologias. Uma delas foi a centralidade das escolhas de design de produtos e serviços para a proteção de direitos fundamentais no ambiente online, em particular de crianças e adolescentes. Também central foram as altas expectativas, e incertezas, sobre […]
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Já ajustou sua agenda com a da ANPD?
Talvez o local mais propício para entender o futuro da proteção de dados e proteção da criança online seja a Agenda Regulatória e o Mapa de Temas Prioritários de 2026 publicados pela Agência Nacional de Proteção de Dados. Fique por dentro das expectativas regulatórias do ano!
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Agenda de direitos digitais em 2026: adequação ao ECA Digital, regulação de IA e concorrência
O início de 2026 já dá o tom das principais discussões em direitos digitais deste ano. Casos recentes, que vão de plataformas de jogos a assistentes de inteligência artificial, ajudam a entender como conflitos concretos de design, mercado e governança estão sendo rapidamente conectados a iniciativas legislativas e regulatórias no Brasil. Afinal, o que esse começo de ano propõe para o campo dos direitos digitais?
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Como participar da construção das regras das Eleições Gerais de 2026
A participação na elaboração das normas eleitorais importa. Ela reforça a legitimidade, melhora a qualidade do debate público e reduz a distância entre o que está no papel e o que acontece na prática. Saiba como você pode fazer a diferença!
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A Cúpula de Impacto de IA de 2026 (“AI Impact Summit”)
A Cúpula de Impacto da Inteligência Artificial, internacionalmente conhecida como AI Impact Summit, é um evento que será realizado pelo governo da Índia em fevereiro de 2026, em Nova Délhi, em continuidade às cúpulas anteriormente promovidas pelos governos do Reino Unido e da França. Fique por dentro!
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Caso Grok: quando imagens sintéticas produzem danos reais
Nas últimas semanas, o chatbot Grok (da xAI), que integra o mesmo grupo da rede social X (ex-Twitter), está no centro de uma controvérsia que envolve a geração de imagens sexualizadas sem consentimento. Saiba mais sobre o caso.
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Dados ecossistemas e Infraestruturas: A 1ª Edição da Escola de Governança de Dados
Entre 10 e 14 de novembro de 2025, a Data Privacy Brasil com apoio do CEDIS-IDP fez a primeira edição da Escola de Governança de Dados no IDP, em Brasília. Com apoio do CEDIS-IDP o curso promoveu um espaço de discussão qualificada dessa forma de enxergar dados e infraestrutura de maneira integrada a partir da governança de dados. Vem ver o que rolou no curso!
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COP30, dados e uso da terra: conversando sobre agendas de combate à grilagem
No dia 12 de novembro de 2025, a Data Privacy Brasil realizou uma roda de conversa sobre dados e grilagem de terras, como parte da programação da COP do Povo, evento paralelo à COP30. Intitulada “COP30, dados e uso da terra: conversando sobre agendas de combate à grilagem”. Confira nosso relato!
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Em memória de Danilo Doneda
Hoje, quatro de dezembro, completam-se três anos sem Danilo Doneda, um dos pioneiros e condutores do campo da proteção de dados pessoais no Brasil. A presença dele na Data Privacy Brasil segue sendo marcante e inspiradora.
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Nota pública sobre o PL 5582/2025 (PL Antifacção)
A Data Privacy Brasil vem a público externar sua preocupação com as propostas voltadas para tratamento de dados pessoais e criação do Banco Nacional de Dados de Organizações Criminosas Ultraviolentas, Grupos Paramilitares ou Milícias Privadas e dos Bancos Estaduais de Dados de Organizações Criminosas Ultraviolentas, Grupos Paramilitares ou Milícias privadas.
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Nota pública sobre Sistema Nacional de Regulação e Governança de Inteligência Artificial
A Data Privacy Brasil vem a público reforçar a necessidade de uma legislação de Inteligência Artificial que preveja um sistema robusto de aplicação de normas, tal como proposto com o Sistema Nacional de Regulação e Governança de Inteligência Artificial, batizado de “SIA” no Projeto de Lei 2338/2023, em discussão na Câmara dos Deputados.
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Caso Córtex: o Combate ao Megazord da Vigilância
O sistema Córtex, regulamentado em 2021, é uma grande plataforma de vigilância criada pelo governo federal, capaz de unificar e cruzar informações de mais de 160 bases de dados, públicas e sigilosas, sobre pessoas, veículos e empresas. Seu propósito é definir alvos para cercamento eletrônico e monitoramento persistente. O acesso é capilarizado, alcançando Polícias Militares, Civis e até Guardas Civis Metropolitanas. Conforme detalhamos em nossa análise “Por que precisamos rever o uso do Córtex no Brasil?”, publicada em dezembro de 2024, a decisão de revisão do programa Córtex não surgiu como uma iniciativa espontânea, mas sim como uma reação a pressões feitas pela sociedade civil nos últimos quatro anos.
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Caminhos para a regulação de IA no Brasil
Nos últimos meses, a Data Privacy Brasil reuniu seu time de pesquisa para refletir sobre mudanças possíveis no texto do Projeto de Lei 2338/23, que define princípios, direitos e regras de governança para sistemas de Inteligência Artificial (IA) no Brasil.
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Proteção de dados e transparência pública em prol de políticas ambientais
Decisão da 9ª Vara Federal Ambiental e Agrária da Justiça Federal do Pará garante abertura de dados da Guia de Trânsito Animal no estado.
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Governança da IA de baixo para cima
Nos dias 25 e 26/09/25, participamos do evento “Workers Governing Technologies Workshop”, promovido pelo grupo de pesquisa Creative Labour and Creative Futures na Universidade de Toronto no Canadá.
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A transformação da ANPD: de Autoridade à Agência Nacional de Proteção de Dados
A ANPD encontra-se em um momento decisivo de consolidação institucional, marcado por mudanças normativas e estruturais que reforçam sua posição como órgão regulador central no ecossistema de proteção de dados brasileiro.
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Já é Carnaval, meu amor, proteja-se!
O Carnaval do Brasil é mundialmente conhecido, seja pela tradição do samba na avenida ou pela imensidão dos blocos de rua. Na euforia dos blocos, muitas vezes encontramos um problema crítico: danos causados a pessoas que tiveram celulares furtados ou roubados, com invasões de contas, redes sociais e aplicativos de mensageria. Confira as dicas para você curtir com segurança!
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O que está por trás do CPF nas farmácias?
4 conteúdos para você se aprofundar na relação entre dados e farmácias
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Contribuição para audiência pública sobre aspectos concorrenciais dos ecossistemas digitais
Contribuição da Data Privacy Brasil para a audiência pública do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) sobre os aspectos concorrenciais dos ecossistemas digitais de sistemas operacionais móveis, realizada no dia 19 de fevereiro de 2025.
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Glossário 2024: os principais temas do nosso ano em um só lugar
Confira cinco conceitos que marcaram o ano de 2024 selecionados pela equipe Data!
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Conheça a norma do encarregado!
Recentemente a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) publicou o regulamento sobre a atuação do encarregado pelo tratamento de dados pessoais. O Encarregado é uma figura central uma vez que ele é o canal de contato entre o titular dos dados, o agente de tratamento e a ANPD. Separamos tudo o que você precisa saber sobre a nova norma!
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